Na intenção de realizar um evento com a participação ativa dos associados, a comissão organizadora do 9º Congresso Nacional da SBAN gostaria de receber sugestões de temas e indicação de possíveis palestrantes para compor a sua programação científica.
O tema, já definido, do Congresso é: “A Ciência
da Alimentação e da Nutrição: Novos Paradigmas”.
O Congresso acontecerá de 24 a 27 de outubro de 2007, no Centro Fecomércio
de Eventos, em São Paulo, SP.
As sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail sban@sban.com.br.
No dia 15 de setembro, o Governo Federal aprovou o projeto da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan). Seu objetivo é assegurar o direito humano à alimentação adequada em quantidade, qualidade e regularidade para todos.
O Texto da lei estabelece a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que reunirá os governos federal, estaduais e municipais, além de organizações da sociedade civil e empresas privadas. Todas as instituições vão ajudar a formular políticas e ações capazes de combater a fome e promover a segurança alimentar e nutricional em todo o País.
Após dois meses da entrada em vigor de uma lei que obriga as empresas de alimentos a informar a quantidade de gordura trans, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) verificou que mais de um terço dos produtos industrializados ainda não tem esse dado nos rótulos. A gordura trans em excesso pode elevar LDL-colesterol e aumentar os riscos de doenças do coração.
A pesquisa realizada pelo Idec avaliou 370 produtos industrializados, dos quais 37,6% ainda não se adequaram à exigência. Dessa amostragem 231, (62,4%) declaram a quantidade de gorduras trans em suas embalagens e 139 (37,6%) ainda não o fazem.
Na listagem dos produtos avaliados como não-adequados pelo Idec estão o biscoito maisena Zabet, da Adria Alimentos do Brasil; o sorvete sabor napolitano Portofino, da Arabian Bread Pães e Doces (Habib's); o biscoito cream cracker Triunfo, da Bagley do Brasil Alimentos; o bolo de baunilha tipo formigueiro Visconti, da Pandurata Alimentos; o biscoito sabor de chocolate, com recheio sabor de baunilha, Negresco, da Nestlé Brasil; e o biscoito wafer tipo brigadeiro Bauducco, da Pandurata Alimentos.
Para reforçar a Semana Mundial de Alimentação, comemorada entre os dias 16 e 22 de outubro, o Ministério da Saúde lançou, no dia 17, uma versão de bolso do Guia Alimentar da População Brasileira. A publicação foi apresentada na abertura do I Fórum de Educação Alimentar e Nutricional para a Promoção da Saúde, realizado em Brasília. O objetivo do guia de bolso é tornar mais acessíveis as orientações alimentares oficiais para que as mesmas sejam adotadas, na prática, como um hábito da população.
Na versão de bolso estão disponíveis indicações de porções e exemplos dos vários grupos alimentares que devem ser consumidos diariamente. São dados mais de 30 combinações diferentes compondo um cardápio variado, completo e saudável. Além disso, há a sugestão de “10 passos para uma alimentação saudável”, dicas simples que contribuem para a saúde.
O leitor encontrará também uma apresentação dos problemas causados pela utilização de uma dieta desbalanceada; informações sobre doenças crônicas; a questão do aleitamento materno; e a utilização dos alimentos na dieta do brasileiro. Há tópicos específicos sobre o uso correto dos seguintes grupos de alimentos: 1 - Cereais, tubérculos e raízes; 2 - Frutas, legumes e verduras; 3 - Feijões e outros alimentos vegetais ricos em proteínas; 4 - Leite e derivados, carnes e ovos; 5 - Gorduras, açúcares e sal e 6 - Água.
O guia estará disponível para a população nos serviços de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Veja a versão online: http://www.materiasespeciais.com.br/agencia_saude/guia_de_bolso2.pdf.
Pesquisadores do Instituto de Biologia Molecular y Celular de Plantas (IBMCP), de Valença, na Espanha, já criaram variedades transgênicas de tabaco, arroz, pepino, melancia e várias plantas ornamentais. A novidade agora é um tomate geneticamente modificado. De cor azul, possui uma série de proteínas não encontradas no fruto comum.
Segundo Antonio Granell, coordenador da pesquisa, o objetivo foi aperfeiçoar as qualidades do tomate, transformando-o numa biofábrica, para que suas células trabalhassem de acordo com os interesses dos estudiosos. Assim, as proteínas foram escolhidas com fins terapêuticos para combater determinadas doenças.
O tomate azul, de acordo com o coordenador da pesquisa, funcionaria como uma terapia oral passiva, protegendo, por exemplo, a mucosa do aparelho digestivo, evitando diarréias causadas por algumas enfermidades.
Mas os pesquisadores afirmam que, apesar de já terem conseguido agregar novas proteínas ao fruto, necessitam verificar como torná-las eficazes contra agentes infecciosos. Nesse sentido, o tomate azul ainda passará por muitos estudos antes de ser liberado ao consumo público.
Fonte: Folha Online – 27/10/2006.