A Rede Interdisciplinar de Estudo e Pesquisa em Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Alimenta) lançou o Portal Alimenta, no dia 10 de fevereiro. A Rede Alimenta foi criada em 2003 para oferecer suporte a gestores de políticas públicas nos âmbitos federal, estadual e municipal.
O Portal tem como objetivo gerar informações padronizadas de cada município brasileiro para a realização de um diagnóstico nacional da segurança alimentar. Organizado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), será um instrumento para traçar estatísticas do Brasil. Nele, representantes de cada cidade devem preencher um cadastro com informações do seu município - tamanho da população, extensão territorial e existência ou não de programas de combate à fome.
A Rede Alimenta é formada por pesquisadores da Unicamp, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade de Brasília (UnB), Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos.
Visite o Portal Alimenta: www.fcm.unicamp.br/redealimenta
Açaí, amora silvestre, caju, camu-camu, pupunha, pitaia e tomate de árvore são alguns dos alimentos tipicamente brasileiros que serão estudados pela União Européia. A proposta deste projeto - Agregando valor a frutas tropicais subutilizadas com grande potencial de comercialização - é pesquisar o valor nutricional dessas espécies e desenvolver tecnologias inovadoras de processamento. Para tal, serão disponibilizados 1,7 milhão de euros.
Os países envolvidos neste projeto são: Alemanha, Bélgica, Brasil, Costa Rica, Equador, França, Inglaterra e México. O estudo será realizado nas instituições de ensino e referência, integrando o Programa de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da União Européia - que destina recursos para as áreas de saúde pública, uso racional dos recursos naturais e segurança alimentar.
No Brasil, a Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza), a Embrapa
Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro) e a Embrapa Amazônia
Oriental (Belém) também farão estudos ligados a todas
as unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada
ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Estes
visam promover o desenvolvimento das agroindústrias locais e o acesso
ao mercado internacional.
Uma pesquisa publicada na Journal of the National Cancer Institute (março de 2006) mostra a relação da ingestão excessiva de carne vermelha com o câncer de estômago. De acordo com ela, a carne vermelha aumenta os riscos de determinado câncer. Foram estudados mais de 500 mil adultos – entre 35 e 70 anos - de 10 países europeus, num período de mais de seis anos. As informações coletadas foram: exames de sangue, suas dietas, hábitos e estilos de vida.
Leia o Resumo:
http://jncicancerspectrum.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/jnci;98/5/345
Leia na Íntegra (é necessário se inscrever no site):
http://jncicancerspectrum.oxfordjournals.org/cgi/reprint/jnci;98/5/345
Representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) informaram no dia 13 de março - na abertura da 33ª Sessão Anual do Comitê Permanente da Nutrição, em Genebra – que aproximadamente 170 milhões de crianças no mundo todo têm peso abaixo do normal, enquanto cerca de 300 milhões de adultos são obesos.
O evento pretende elaborar um plano de ação que ajude as autoridades nacionais a enfrentarem os problemas. De acordo com os dados fornecidos pela OMS, das 170 milhões de crianças desnutridas, cerca de três milhões morrem a cada ano. Na população adulta, a preocupação maior é o excesso de peso: cerca de um bilhão de pessoas com excesso de peso, das quais 300 milhões são obesos.
A OMS acredita que estes problemas podem desencadear doenças como
cardiopatias, acidentes cardiovasculares, cânceres e diabetes, entre
outras. Além disso, acredita que esteja ligado ao grau de desenvolvimento
das nações.