Faculdade de Nutrição PUC-Campinas completa, este ano, 26 anos de sua criação. Temos interesse em fazer contato com nossos ex-alunos, com o objetivo de avaliarmos a situação profissional dos egressos formados por essa instituição. Nesse sentido, solicitamos que os nutricionistas formados pela Faculdade de Nutrição da PUC-Campinas acessem o site abaixo e preencham o formulário de atualização dos seus dados profissionais.
Esse levantamento nos possibilitará conhecer o grau de inserção do nosso egresso no mercado de trabalho, além de nos fornecer dados que possam, subsidiar a revisão de nossa proposta pedagógica, num esforço contínuo de aprimoramento da formação profissional.
http://www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/Graduacao/Nutricao/nutricao.htm
No próximo dia 30 de junho, das 13h às 19h, em São Paulo, será realizado o I Simpósio sobre "O impacto do azeite na prevenção de doenças". O evento é realizado pelo Hospital do Coração (Hcor) e contará com a participação de especialistas de renomadas instituições como Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Instituto do Coração, Instituto de Metabolismo e Nutrição, Sociedade Brasileira de Gastronomia e Nutrição.
Com o objetivo principal de ampliar o conhecimento da área médica e do público em geral sobre os benefícios do azeite na prevenção de doenças (e, conseqüentemente, fazer com que as pessoas tenham hábitos alimentares mais saudáveis), o evento, segundo o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Dr. Daniel Magnoni, discutirá como o consumo do azeite - um alimento funcional rico em antioxidantes -, é capaz de prevenir doenças cardíacas, câncer e também fortalecer o sistema imunológico.
O encontro será dividido em três etapas: mini-conferência coordenada pela nutricionista do Dante Pazzanese, Aliny Stefanutto, que abordará os temas "Gordura monoinsaturada versus polinsaturada na doença cardiovascular" e "A importância dos antioxidantes na alimentação - Verdades e Mitos".
O Simpósio ainda contará com uma mesa redonda coordenada pela nutricionista do Hospital do Coração, Cyntia Silva, que irá explicar sobre a gordura monoinsaturada na infância, gordura na dieta e controle de peso, além de apresentar uma análise crítica do azeite na prevenção de doenças.
Os interessados em participar podem se inscrever pelo site www.nutricaosaudavel.com.br e pagar o valor de R$20,00. Ao todo serão abertas 200 vagas e o valor arrecadado será doado para Associação do Sanatório Sírio, entidade que mantém a Pediatria do Hospital do Coração.
Com o crescimento da população idosa no mundo todo, aumentam as estratégias para melhorar a qualidade de vida e estimular o auto-cuidado nessa parcela da sociedade. Nos últimos anos, o Brasil tenta reverter o quadro negativo que esse crescimento rápido pode causar. Em artigo publicado na Revista de Nutrição de janeiro/fevereiro de 2005, a pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Ana Maria Cervato, e sua equipe concluem que o trabalho de educação nutricional nas Universidades Abertas para Terceira Idade (UATI) pode contribuir para isso.
Segundo o artigo, “esse envelhecimento populacional determina um substancial aumento, tanto nos recursos materiais e humanos necessários aos serviços de saúde do país, como nos seus custos, visto que, em geral, as doenças que acometem essa camada da população necessitam de tratamento por períodos prolongados e intervenções caras, com alta tecnologia”. Uma das medidas que podem colaborar para a redução desses custos é a melhora da qualidade de vida desses idosos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esses programas devem priorizar a nutrição.
Estudos epidemiológicos, clínicos e de intervenção mostram que a alimentação tem papel importante no processo de envelhecimento, estando associada, inclusive, ao surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, distúrbios gastrointestinais, doenças cardíacas coronarianas, cérebro-vasculares, ósseas e de articulações. Nesse sentido, a educação nutricional - definida como “qualquer experiência de ensino desenvolvida para facilitar a adoção voluntária de comportamento alimentar ou outro relacionado à nutrição, com a finalidade de conduzir à situação de saúde e bem-estar” -, vem ajudar na melhora da qualidade de vida dos idosos.
Na tentativa de verificar até que ponto essa orientação nutricional pode influenciar, realmente, os hábitos nutricionais de uma população fundamentalmente composta por idosos, a pesquisadora Ana Maria Cervato desenvolveu um trabalho com 44 alunos de Universidades Abertas para Terceira Idade de quatro instituições de São Paulo — Instituto de Educação Costa Braga, Pontifícia Universidade Católica, Faculdades Santana e Universidade São Judas Tadeu. A pesquisa mostrou que as duas aulas semanais, de três horas cada, contribuíram para aumentar o conhecimento dos alunos sobre noções de nutrição.
Questionários sobre a composição química dos alimentos, função dos nutrientes no organismo e características de uma dieta equilibrada - além de uma avaliação das mudanças ocorridas em variáveis de consumo alimentar, como valor energético, cálcio, ferro, colesterol e vitamina A - foram os métodos utilizados pela pesquisa para determinar se o trabalho desenvolvido nas UATIs estava tendo resultado positivo. A pontuação média desses questionários passou de 5,01, no início do curso, para 6,26 ao final do trabalho, aumento estatisticamente significativo. Melhora da saúde foi o motivo mais citado pelos alunos (68,6%) para justificar mudanças nos hábitos alimentares. A Universidade Aberta da Terceira Idade foi citada por 75,6% deles como sendo a principal fonte de informação para essa nova dieta.
As autoras lembram que “a educação nutricional é uma ferramenta que dá autonomia ao educando, para que ele possa assumir, com plena consciência, a responsabilidade pelos seus atos relacionados à alimentação” e que, a partir do momento em que o aluno adquire conhecimento sobre aquele tema, passa a refletir sobre sua real condição e a relação que pode haver entre ele e os alimentos. “Ele passa de uma situação na qual sua conduta alimentar é determinada pelo condicionamento e pelo hábito repetido mecanicamente, para outra, na qual, compreendendo seu próprio corpo e aprendendo a ouvi-lo e observá-lo, passa a se tornar sujeito de sua conduta alimentar”.
Elas acreditam, ainda, que as Universidades Abertas da Terceira Idade podem
contribuir efetivamente para uma re-educação alimentar desses
idosos, e afirmam ser essa uma estratégia eficiente, capaz de preparar
a sociedade para a realidade de um mundo, cada vez mais, com uma população
idosa. Contudo, lembram que é preciso ”adequar o conteúdo
das atividades às características dessa população,
motivando-a para a participação cada vez mais efetiva no processo
de auto-cuidado”.
Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico - science
journalism)
Dados apresentados na feira de orgânicos Biofach 2005, que ocorreu em fevereiro deste ano, mostram que o setor de frutas, flores, legumes e verduras está em crescimento no Brasil, representando 10% do faturamento dos supermercados. Outra certeza é de que o Brasil tem se destacado no que diz respeito a produtos orgânicos.
Para comprovar a qualidade dos produtos orgânicos, o Instituto Biodinâmico (IBD) fiscaliza os produtos e os certifica. Assim, nos produtos aprovados são colocados os selos IBD, que atestam a melhor qualidade, o melhor sabor e a pureza de um produto que, desde o cultivo até seu processamento na fábrica, não sofreu exposição a agrotóxicos ou adição de qualquer produto químico.
O trabalho do IBD também garante mais saúde, preservação do meio ambiente e melhor qualidade de vida à comunidade, incluindo o impedimento do uso de mão de obra infantil. O Biodinâmico fiscaliza, ainda, se os produtos orgânicos com selo IBD estão cumprindo as exigências mencionadas acima, sendo a única certificadora no Brasil reconhecida por órgãos internacionais.
Durante a 6ª Conferência Internacional de Cardiologia Preventiva
que aconteceu em Foz do Iguaçu, PR, entre 21 e 25 de maio, o Nutricionista
Sênior do Unilever Health Institute, o holandês Hans Zevenberger,
afirmou que as doenças cardiovasculares já se transformaram
em epidemia: “Países como o Brasil dentro de 20 ou 30 anos
terão problemas enormes com as doenças cardíacas”,
previu, acrescentando que existe um consenso sobre as proporções
do problema e de que algo precisa ser feito.
“Sabemos o suficiente sobre as atividades físicas, controle
de peso e dietas para utilizá-las na prevenção de doenças
do coração. A mensagem na Conferência foi clara: devemos
ter cuidado com as calorias e com as gorduras trans. Devemos incluir na
alimentação níveis suficientes de Omega 3, Omega 6
e fitosterol, com a finalidade de baixar os níveis de colesterol”,
resumiu.
Um estudo realizado em 2004 na disciplina de Nutrologia, ligada ao Departamento de Pediatria da Unifesp, avaliou o conteúdo das propagandas veiculadas nos programas infantis de televisão e constatou que, para cada 10 minutos de propaganda, 1 minuto tem objetivo de promover o consumo de produtos alimentícios, contribuindo para gerar hábitos nem sempre saudáveis.
A responsável pela pesquisa, a nutricionista Paula Morcelli de Castro, informa que todos os comerciais analisados eram de produtos com alto conteúdo de gordura saturada e açúcar refinado. “Isso indica que as crianças são estimuladas a consumir quase diariamente comidas muito calóricas e pouco nutritivas. A nossa preocupação é de que esse hábito continue na adolescência e na idade adulta, levando à obesidade”, afirma Paula.
A nutricionista gravou durante dez horas a programação infantil
de duas das maiores emissoras do país, nos horários das 8h
às 10h e das 10h às 12h, no mês de julho de 2003, em
que há férias escolares e, portanto, as crianças ficam
mais expostas à TV. A idéia do projeto era verificar a quantidade
dos anúncios e o perfil dos produtos, pois estudo da Organização
Mundial de Saúde mostrou que apenas 30 segundos de propaganda são
suficientes para exercer forte influência sobre as crianças.
No estudo brasileiro, dos 600 minutos gravados, 5 minutos e 3 segundos foram
gastos com a venda de produtos alimentícios.
Segundo a especialista, o consumo das guloseimas é facilitado tanto
pelo preço (de marcas secundárias e terciárias), quanto
pela variedade e disponibilidade no mercado. A pesquisadora reconhece que,
para os pais de hoje, é mais fácil dar um pacote de salgadinhos
e uma lata de refrigerante do que cozinhar para seu filho. “A praticidade
e rapidez é tentadora. Além disso, tem a questão do
carinho. A criança pede e será atendida pelo seu pai imediatamente”,
explica.