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Noticias da SBAN - Julho 2005

Congresso da SBAN Apresenta Programação Preliminar

A Comissão Organizadora do 8º Congresso Nacional da SBAN divulgou, neste mês de julho, os temas da programação científica e seu palestrantes. A listagem completa pode ser verificada aqui.

Os interessados em participar do evento têm até o final de agosto para fazer a inscrição ainda com desconto. Associados SBAN em dia com a anuidade podem participar do seguinte pacote promocional: para cada 10 (dez) inscrições pagas enviadas para a secretaria do evento em bloco, será concedida 01 (uma) inscrição GRATUITA. Não perca esta chance e feche logo com seu grupo.

Vale lembrar que o Congresso acontecerá de 15 a 18 de novembro deste ano, em São Paulo. Veja as informações completas do encontro que acontece a cada dois anos.


Obesidade Infantil Pode Provocar Hipertensão Arterial na Infância

A obesidade infantil é causa importante de vários problemas de saúde, como distúrbios psicossociais, desordens ortopédicas, disfunções respiratórias, diabetes e hipertensão arterial. No entanto, muitos desses distúrbios têm aparecido já na infância. É o caso da hipertensão arterial, como mostra um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Universidade Federal da Bahia com 701 estudantes, com idade entre cinco e nove anos.

O objetivo do trabalho foi identificar a influência de fatores biológicos e ambientais no desenvolvimento da doença. Os pesquisadores constataram que a prevalência de hipertensão arterial entre os escolares avaliados foi de 3,6%, diretamente relacionada à obesidade. Segundo eles, ao analisarem-se as variáveis sobrepeso e obesidade as prevalências encontradas foram de 9,1% e 4,3%, respectivamente. Dessa forma, as chances de uma criança com obesidade desenvolver a doença foi 13 vezes superior a de uma com peso normal. Além disso, eles observaram que os alunos de escolas particulares apresentaram maior prevalência de hipertensão arterial, o que poderia ser explicado pelo acesso mais freqüente a alimentos calóricos.

A equipe explica que a identificação de crianças com aumento da pressão arterial e, sobretudo, o conhecimento de sua associação com fatores de risco, como obesidade, é fundamental para gerar uma nova dimensão às medidas preventivas adotadas em prol da população infantil: “sendo a hipertensão arterial infantil uma patologia com alta morbidade e importante preditor da doença na vida adulta, são fundamentais o seu diagnóstico precoce e a prevenção nas primeiras etapas de vida, através do controle dos seus fatores de risco. É necessário o esclarecimento dos profissionais de saúde, educadores e familiares acerca da importância da modificação do estilo de vida para prevenção e tratamento da obesidade e suas co-morbidades”.

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)


Educação alimentar melhora os conhecimentos sobre nutrição e pode contribuir para prevenção doenças em idosos

Os países em desenvolvimento têm apresentado, nos últimos anos, aumento significativo da população idosa. O Brasil vem tentando reverter o quadro negativo que essa modificação rápida pode causar. Em artigo publicado na Revista de Nutrição de janeiro/fevereiro de 2005, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, a pesquisadora Ana Maria Cervato e sua equipe concluem que o trabalho de educação nutricional nas Universidades Abertas para Terceira Idade (UATI) pode contribuir para isso.

Segundo o artigo, “esse envelhecimento populacional determina um substancial aumento, tanto nos recursos materiais e humanos necessários aos serviços de saúde do país, como nos seus custos, visto que, em geral, as doenças que acometem essa camada da população necessitam de tratamento por períodos prolongados e intervenções caras, com alta tecnologia”. Uma das medidas que podem colaborar para a redução desses custos - sendo forma de prevenção para muitas das doenças que atingem essa parcela da população - é, como mostram as autoras, a melhoria da qualidade de vida desses idosos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esses programas devem priorizar a nutrição.

Estudos epidemiológicos, clínicos e de intervenção mostram que a alimentação tem papel importante no processo de envelhecimento, estando associada inclusive ao surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, distúrbios gastrintestinais, doenças cardíacas coronarianas, cérebro-vasculares, ósseas e de articulações. Nesse sentido, a educação nutricional vem ajudar na melhoria da qualidade de vida dos idosos.

Na tentativa de verificar até que ponto essa orientação nutricional pode influenciar realmente os hábitos nutricionais de uma população fundamentalmente composta por idosos, a pesquisadora Ana Maria Cervato desenvolveu um trabalho com 44 alunos de Universidades Abertas para Terceira Idade de quatro instituições de São Paulo. A pesquisa mostrou que as duas aulas semanais, de três horas cada, contribuíram para aumentar o conhecimento dos alunos sobre noções de nutrição.

Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)


Alimentação Equilibrada Também Auxilia Pacientes com Câncer

“A orientação nutricional pode auxiliar os pacientes a melhorar a tolerância aos efeitos colaterais dos medicamentos, adquirir menos infecções e melhorar a qualidade de vida de quem está iniciando um tratamento oncológico”. Esta afirmação é da nutricionista Daniela Mônaco, da ONCOCAMP, Clínica de Oncologia de Campinas especializada no tratamento de câncer.

Segundo ela, várias são as modificações que devem ser realizadas no planejamento alimentar do paciente em tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia. Sendo assim, é indispensável um acompanhamento nutricional que busque a individualização da dieta do paciente à sua patologia, seu tratamento e intercorrências.

Daniela afirma ainda que as dietas para esse tipo de paciente contêm as quantidades de nutrientes essenciais e as calorias necessárias para prevenir deficiências e excessos nutricionais. “É bom combinar uma variedade de alimentos que forneçam o equilíbrio correto de todos os nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais)”, explica.

Ingerir alimentos frios ou em temperatura ambiente; alimentos com rápida digestão; fazer várias refeições ao dia em pequenas quantidades; comer devagar;, mastigar bem os alimentos e evitar alimentos gordurosos ou frituras são algumas das dicas de mudanças de hábitos alimentares da nutricionista Daniela.