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Noticias da SBAN - Abril 2006

Ministério da Saúde Destaca a Promoção da Alimentação Saudável

Foi publicada, em 30 de marco deste ano, a Política Nacional da Promoção da Saúde para o biênio 2006/2007. Esta Política define diretrizes para a promoção da qualidade de vida da população e a redução da vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados ao modo de viver, condições de trabalho, habitação, educação, cultura e acesso aos bens essenciais.

Define, também, as responsabilidades das gestões e estratégias de implementação, priorizando ações voltadas para a alimentação saudável, atividade física, prevenção e controle do tabagismo, redução de morbi-mortalidade decorrente do abuso de álcool e drogas, de acidentes de trânsito, prevenção da violência e promoção do desenvolvimento sustentável.

Leia na íntegra a Política Nacional de Promoção da Saúde no site: www.saude.gov.br/svs.


Brasília é Sede de Encontro Nacional de Alimentação

Foi realizado, entre 18 e 20 de abril, o VI Encontro Nacional dos Coordenadores Estaduais e Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição. O evento reuniu representantes de vários estados do Brasil e teve como principal objetivo avaliar as ações realizadas por cada estado, planejar novas ações e facilitar o intercâmbio de programas estaduais para a promoção da alimentação saudável.

Participaram do encontro: representantes das universidades federais e estaduais, além do Chefe de Gabinete da Secretaria de Atenção à Saúde (Sr. Carlos Felipe Almeida); do Diretor do Departamento de Atenção Básica (Sr. Luis Fernando Sampaio); da Coordenadora Geral da Política de Alimentação e Nutrição (Sra. Ana Beatriz Vasconcelos) e de uma representante da Comissão Intersetorial de Alimentação e Nutrição do Conselho Nacional de Saúde (Sra. Rosane Nascimento).


Pequenas Mudanças, Grandes Diferenças

Estudo realizado pela Universidade de Cambridge (coordenado pela professora Kay-Tee Khaw, da Clínica de Gerontologia do Hospital Addenbrooke, ligado à Universidade de Cambridge), publicado pela BBC Brasil, confirma que bons hábitos podem prolongar a vida em até 12 anos. Entre estes bons hábitos estão: comer cinco porções de frutas ou vegetais ao dia, modificar a rotina alimentar (adequando-a à necessidade pessoal), fazer exercícios moderados (ou ter uma maior mudança na rotina física) e abandono do hábito de fumar.

Esta pesquisa - na qual foram analisadas cerca de 22 mil pessoas entre 45 e 79 anos - tem como principal objetivo ser base para uma nova campanha, do governo britânico, intitulada “Pequena Mudança, Grande Diferença”.

Esta campanha pretende estimular pequenas mudanças no dia a dia de cada pessoa, visando a melhoria da qualidade de vida. O estudo sugere ainda, que profissionais de diferentes áreas necessitem de quantidades diferentes de exercícios. “Quem trabalha em escritório precisa de uma hora a mais de atividade física. Uma cabeleireira e um vendedor de loja necessitam de 30 minutos. Já uma faxineira ou um operário de obra já faz o suficiente em termos de exercícios físicos.”* As mudanças na alimentação, trocando doces por frutas e refrigerantes por sucos, por exemplo, também são sugeridas na campanha do governo britânico.

*Trecho retirado da publicação do estudo.


OMS Define Novo Padrão de Peso Infantil

Novo estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado recentemente, define uma nova tabela para utilização dos pediatras em relação à curva de altura e peso. Esta pesquisa foi realizada no Brasil, Gana, Índia, Noruega, Omã e Estados Unidos e avaliou oito mil crianças durante cinco anos. Com o resultado deste trabalho, a OMS revela que a estatura e o peso das crianças não têm a ver com o país onde ela nasceu.

Fizeram parte deste estudo filhos de não-fumantes, com renda superior a seis salários mínimos (de cada país), acesso a serviços de saúde, vacinadas e amamentadas até os seis meses de idade. A Dra. Denise Coitinho, diretora do Departamento de Nutrição da OMS, ressalta que a similaridade do desenvolvimento foi um dos maiores avanços do estudo, iniciado há sete anos. Após este trabalho, foram definidas novas curvas de peso, comprimento e IMC (índice de massa corpórea) que já estão sendo adotadas pelos pediatras. Também foram identificadas as prováveis idades para sentar, levantar e caminhar.

Um dos principais objetivos desta pesquisa foi, ainda, identificar os riscos de obesidade e desnutrição infantil, de forma precoce para que se possam tomar iniciativas preventivas. Estatísticas da OMS indicam 20 milhões de crianças obesas e 170 milhões abaixo do peso. As curvas relacionais entre peso e idade devem fazer parte do serviço público no Brasil somente em 2007. Até lá os profissionais da saúde passarão por treinamentos.