Procure:
 

Nutrire Volume 31 Número 3 - artigo 4

Prevalência de Hipovitaminose A em puérperas da Maternidade Escola Januário Cicco – Natal/RN
Prevalence of hypovitaminosis A in puerperal women at the University Maternity Januário Cicco – Natal, RN

ROBERTO DIMENSTEIN; ERIKA NATÁLIA DE ALBUQUERQUE; LIDIANE DE LIMA FERNANDES; RAQUEL MARIA DA SILVA LOURENÇO Professor Doutor Adjunto IV do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Av. Senador Salgado Filho, n° 3000 Bairro: Lagoa Nova CEP 59072-970. Aluna do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nutricionista, Mestre em Bioquímica. Endereço para correspondência: Professor Doutor Roberto Dimenstein Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Av. Senador Salgado Filho, 3000, Lagoa Nova CEP 59072-970 Fone: (84) 3215-3416
e-mail: robertod@ufrnet.br

Abstract

Caretakers (social mothers) who look after children and teenagers in philanthropic shelter homes in São Paulo City influence the daily menu preparation and the way meals are conducted within the group, according to their culture and background. The target of this study was to know some of the social aspects of feeding in this group. Eleven social mothers and three shelter home masters were interviewed. The interviews were analysed through the “collective subject discourse” methodology. The study showed 32 discourse categories. Through these discourses, specific habits and values were determined to be present during meals, which should be taken into account when planning, coaching and training in the food area for this group of caretakers. The social mothers’ worries about family rituals are a highlight: eating “all together around the table” and keeping silence while eating are imposed practices by most mothers. The task of serving the children’s dishes is always done entirely by the mother herself, not giving them the opportunity of learning to help themselves and to choose their own food. Teaching good manners at the table to the children is a constant and daily concern for the mothers, who do not want to feel ashamed because of the children’s bad manners, once they have to learn how to behave “in the life outside” the shelter home. Children, teenagers and social mothers in shelter homes build together an alternative family with proper dynamics and solutions. The central topics from the interviews showed the social mothers’ profile. Knowing how they think and feel about food topics is essential for the improvement of meals by means of appropriate training and coaching.
Keywords: Shelter homes. Children. Teenagers. Feeding habits. Qualitative research.

Resumen

Las madres sociales que cuidan niños y adolescentes en casas abrigo filantrópicos en la ciudad de São Paulo, Brasil, tienen gran influencia en la elaboración de los menús y la forma como se conducen las comidas, conforme su formación y cultura. Conocer algunos aspectos sociales de la alimentación de estos grupos fue él objetivo del presente trabajo. Fueran entrevistadas once madres y tres directoras de casas abrigo, y analizadas por medio de la metodología del discurso del sujeto colectivo. La investigación resultó en 32 categorías de discurso, a través de los cuales fueron verificados valores y hábitos presentes en las comidas, que deben ser considerados cuando se pretende desenvolver orientaciones y entrenamientos en el área de alimentación para esas poblaciones. Destacase la preocupación de las madres con los rituales familiares: comer “todos juntos alrededor de la mesa” y mantener silencio durante las comidas son prácticas establecidas por la mayoría de las madres. La tarea de servir los platos es prácticamente asumida por la madre, sin propiciar oportunidad para que los niños aprendan a servirse y elegir solos sus alimentos La enseñanza de buenos modos en la mesa es una preocupación constante de las madres, que no quieren sentir vergüenza por los malos modos de los niños fuera de la casa abrigo. Niños, adolescentes y madres sociales constituyen una alternativa de familia, con dinámicas y soluciones propias. Las ideas centrales extraídas de las entrevistas trazan un perfil de esas madres. Conocer como piensan y sienten en relación a la alimentación es esencial para la mejoría de la calidad de las comidas por medio de orientación y formación apropiadas.
Palabras clave: Albergues. Niño. Adolescente. Alimentación. Investigación cualitativa.

Resumo

As mães sociais que cuidam de crianças e adolescentes de abrigos filantrópicos de São Paulo, influenciam a elaboração dos cardápios e o modo de conduzir as refeições, de acordo com sua formação e cultura. Conhecer alguns aspectos sociais da alimentação desse grupo foi o objetivo deste trabalho. Foram feitas entrevistas com onze mães sociais e três diretoras de abrigos, analisadas por meio da metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo. O estudo resultou em 32 categorias de discursos, por meio dos quais foram verificados valores e hábitos presentes nas refeições, que devem ser levados em conta quando se pretende desenvolver orientações e treinamentos na área da alimentação para esse público. Destaca-se a preocupação das mães com rituais familiares: comer “todos juntos ao redor da mesa” e manter silêncio durante as refeições são práticas impostas pela maioria das mães. A tarefa de servir os pratos praticamente é assumida pela mãe, não dando muitas oportunidades para as crianças aprenderem a se servir e escolher sozinhas os alimentos. O ensino de boas maneiras à mesa é uma preocupação diária e constante das mães, que não querem passar vergonha pelos maus modos das crianças, que precisam aprender a se comportar “lá fora”. Crianças, adolescentes e mães sociais de abrigos constituem uma alternativa de família, com dinâmicas e soluções próprias. As idéias centrais extraídas das entrevistas apontam um perfil dessas mães. Conhecer como pensam e sentem a respeito da alimentação é essencial para o aprimoramento da qualidade das refeições por meio de orientações e formação apropriadas.
Palavras-chave: Abrigos. Criança. Adolescente. Alimentação. Pesquisa qualitativa.