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Nutrire 28 - 08

Avaliação da atividade antioxidante in vitro de compostos fenólicos de alimentos
The in vitro antioxidant activity of food phenolic compounds

Nesta Edição

MARIA DE LOURDES REIS GIADA 1 ; JORGE MANCINI-FILHO 1 1 Departamento
de Alimentos e Nutrição Experimental/Faculdade de Ciências Farmacêuticas/ Universidade de São Paulo. Endereço para correspondência: Maria de Lourdes Reis
Giada, Laboratório de Lípides, Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental – FCF/USP, Bl. 14, Av. Prof. Lineu Prestes, 580, São Paulo, SP. CEP 05508-900.
e-mail: mlgiada@usp.br; jmancini@usp.br Agradecimentos: À CAPES-PICDT pela
concessão de bolsa de doutorado e ao CNPq pelo apoio financeiro ao projeto: Avaliação da Atividade Antioxidante Naturalmente Presente nos Alimentos.

RESUMO
Nos últimos anos pesquisas mostraram que o consumo de alimentos ricos em polifenóis pode reduzir o risco do desenvolvimento de várias doenças. Entretanto, a grande diversidade química existente torna estes compostos com atividade antioxidante difíceis de separar, bem como quantificar individualmente, o que levou ao aparecimento de vários ensaios para avaliação da atividade antioxidante em diferentes tipos de amostras biológicas in vitro, particularmente em matrizes complexas como vinhos e vegetais. São ensaios que envolvem diferentes mecanismos do sistema de defesa antioxidante, desde a quelação de íons metálicos até a medida da prevenção do dano oxidativo a biomoléculas. Estes ensaios podem ser divididos em dois grandes grupos: os baseados na varredura de radicais livres e os que empregam lípides como substrato. Contudo, não existem hoje métodos aprovados ou padronizados. Todos apresentam vantagens e desvantagens. Desta forma, a atividade antioxidante in vitro de compostos fenólicos pode e deve ser avaliada com diferentes testes para diferentes mecanismos. Todavia, todos estes ensaios baseados em reações químicas diferenciadas oferecem resultados numéricos distintos e difíceis de comparar. Assim, metodologias mais específicas e protocolos de ensaio mais válidos quanto a substratos, condições de análise, concentrações e cálculos, tornam-se necessários para se trazer alguma ordem à situação atualmente existente neste importante campo de estudo.
Palavras-chave: antioxidantes naturais; capacidade antioxidante; métodos analíticos.

ABSTRACT
In the last years epidemiological studies have suggested associations between the intake of polyphenol-rich foods and beverages and the prevention of several diseases. However, the wide diversity of polyphenolic compounds makes these natural antioxidants difficult to measure separately. This is why several methods have been developed to measure the in vitro antioxidant capacity from all antioxidants contained in biological samples, especially in complex matrixes such as wine and vegetables. These assays involve different mechanisms of the antioxidant defense system, from chelation of metallic ions to the measurement of oxidative damage protection to biomolecules. They can be divided into two groups: those that measure scavenging activity of free radicals and those that use lipids as substrate. Although there is a great multiplicity of methods, there are no approved, standardized methods. All of them present advantages and disadvantages. In this way, the in vitro phenolic compounds antioxidant activity can and need be evaluated by different tests to different mechanisms. Nonetheless, all of the assays based in different chemistry reactions offer a wide divergence of results. For this reason, more valid guidelines and assay protocols are needed to bring some order to the present situation in this important field.
Keywords: natural antioxidants; antioxidant capacity; analytical methods.