MARIO FERREIRA LIMA 1 ; CRISTIANE ASSUMPÇÃO HENRIQUES 2 ; FLÁVIA
DUARTE SANTOS 3 ; PRISCILA DE MATTOS MACHADO ANDRADE 3 ; MARIA DAS GRAÇAS TAVARES DO CARMO 3 1 EMBRAPA Agroindústria de Alimentos, Rio de Janeiro; 2 Instituto de Química, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ; 3 Instituto de Nutrição Josué de Castro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, RJ Endereço para correspondência: Maria das Graças Tavares do Carmo Universidade Federal do Rio de Janeiro, Centro de Ciências da Saúde Instituto de Nutrição Bloco J - 2º andar CEP 21.941-590 Rio de Janeiro – Brasil Fax: +55 21 280 83 43 e-mail:
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RESUMO
Os ácidos graxos poliinsaturados da série n-3 são importantes no desenvolvimento e funcionamento do sistema nervoso central. O ácido graxo docosahexaenóico (DHA; C22:6 n-3) está presente no leite materno, mas não na maioria das fórmulas lácteas comerciais. O objetivo da presente revisão foi examinar as principais informações na literatura científica com relação à essencialidade dos ácidos graxos poliinsaturados da série n-3 ( ??-linolênico) e seu homólogo superior, o ácido docosahexaenóico, para o desenvolvimento, bem como o impacto da suplementação deste em formulações lácteas comerciais. Dadas as inúmeras controvérsias e limitações dos estudos até então realizados, não é possível afirmar se a inclusão de DHA nas formulações comerciais confere benefícios a curto ou longo-prazo para o desenvolvimento neuronal dos lactentes, que não possam ou simplesmente não recebam o leite materno. Até que estes dados não estejam totalmente disponíveis, nos parece precoce recomendar o uso de leite suplementado com n-3, atualmente oferecido no mercado, para lactentes saudáveis que apenas não utilizam como fonte alimentar o leite materno.
Palavras-chave: ácido graxo ômega-3 (DHA: C22:6 n-3); desenvolvimento neonatal; suplementação.
ABSTRACT
N-3-series polyunsaturated fatty acids are important for the development of the Central nervous system as well as for its perfect function. The docosahexaenoic fatty acid (DHA; C22:6 n-3), is present in maternal milk, but not in most of the commercial milk formulas. This paper aims to review the scientific literature regarding the essentiality of the n-3-series polyunsaturated fatty acids and their higher homologue – the docosahexaenoic fatty acid - for the development, as well as the impact of its supplementation in commercial milk formulas. Given the various controversies and limitations of the studies so far carried out, it is not possible to know whether or not the inclusion of DHA in the commercial formulas has any short-term or long-term benefit for the neuronal development of the suckling who can’t receive, or just don’t receive, maternal milk. While these data are not available, it seems precocious to recommend n-3-supplemented milk, which currently is commercially available, to healthy infants who just don’t have maternal milk as alimentary source.
Keywords: omega-3 fatty acid (DHA: C22:6 n-3); neonatal development; supplementary feed; suckling.