Camila Maria Zanin, Julio Sérgio Marchini, Ivan Fiore de Carvalho
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Resumo
A questão das reações adversas a alimentos vem sendo tratada de maneira cada vez mais freqüente pela saúde pública em conseqüência da preocupação com riscos para a saúde. É necessário registrar a diversidade conceitual observada na percepção popular do significado de “alergia alimentar”, “intolerância alimentar” e “sensibilidade”, entre outras denominações. Aliás, isto não é de estranhar pois, até mesmo na classe médica, não existe um consenso na nomenclatura pertinente. Independentemente das reações alérgicas clássicas (envolvendo a participação de anticorpos da classe IgE), outras manifestações de intolerância alimentar estão sendo creditadas a participação de anticorpos das subclasses de IgG. É importante reconhecer as populações de risco e as principais manifestações clínicas conseqüentes às reações adversas: gastrite, enxaqueca, artrite, nefrite e alterações cutâneas, pois o eventual efeito benéfico de uma correção dietética não pode ser desprezado. É neste contexto que insere-se a relevância da aplicação de técnicas que identificam os componentes antigênicos dos alimentos responsáveis pelas reações adversas bem como o tipo de anticorpo envolvido. Em um levantamento preliminar com o emprego da técnica de ELISA,foi demonstrada a presença de concentrações anormais de IgG anti-extrato de Phaseolus vulgaris em 6% de doadores de sangue, 4% de pacientes com doenças autoimunes, 8% de pacientes com outras doenças e em 1 de 7 desnutridos (Zanin,2002). O objetivo desta revisão é chamar a atenção sobre a carência de literatura específica a respeito das reações adversas a alimentos em nosso meio, o que deve estimular pesquisas nas áreas de nutrição e imunologia clínicas.
Palavras-chave: alimentos, efeitos adversos, resposta humoral, anticorpos, alergia