Regina Mara Fisberg, Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, Juliana Masami Morimoto, Mauro Fisberg, Héctor Araya, Gloria Vera, Eduardo Castaño Tostado, Miriam Aracely Anaya Loyola, Olga P. García, Nelson Almeida.
Endereço para correspondência: Regina Mara Fisberg: Av.Dr.Arnaldo,715, Cerqueira César, São Paulo, SP, CEP 01246-984.
E-mail: rfisberg@usp.Br
Resumo
O EDTA é utilizado como aditivo em diferentes alimentos.Atualmente não existe informação sobre o consumo de EDTA em populações de diferentes países da América Latina. O objetivo do presente estudo foi avaliar de forma descritiva o consumo de EDTA em escolares brasileiros, chilenos e mexicanos.Um total de 677 crianças (355 brasileiros, 204 mexicanos e 118 chilenos) entre 6 e 13 anos de idade, de escolas privadas, participaram do estudo. A ingestão do aditivo foi avaliada no Brasil e no Chile através de um recordatório de 24 horas e no México utilizando um questionário de freqüência alimentar. No Brasil, a principal fonte de EDTA foi a margarina (30 %), seguida da maionese (24 %) e molhos para saladas (23 %). No Chile, as fontes de EDTA de maior consumo foram as bebidas gasosas (63 %), seguidas de sucos engarrafados (14 %). No México, o consumo de EDTA, em escolares, foi proveniente principalmente de bebidas sem gás (52 %), sucos engarrafados (23 %) e bebidas com gás (20 %). O consumo de EDTA por quilograma de peso por dia foi 0,18 mg/kg/dia no Brasil, de 0,40 mg/kg/dia no Chile e de 0,48 mg/kg/dia no México. Em todos os países estudados, os níveis encontravam-se abaixo do nível de ingestão diária aceitável da FAO/WHO (1995) de 2,5 mg/kg de peso corporal/dia.
Palavras-chave: EDTA, aditivos alimentares, escolares, ingestão diária aceitável